Segurança Online e Privacidade

— Crianças & Adolescentes

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Leitura Rápida

Regras de Tecnologia em Família que Achamos que Você Deve Considerar

Não existe uma fórmula perfeita para criar filhos com tecnologia porque cada criança é diferente.

Cada família é diferente, e cada criança amadurece ao seu próprio ritmo. Além disso, muita tecnologia é usada fora do controle direto dos pais, como na escola ou com amigos. Mas a partir das nossas discussões com especialistas em segurança infantil, profissionais de cibersegurança e pais, ouvimos algumas regras tecnológicas que achamos que você deve considerar.  

No fim das contas, os riscos são graves, incluindo o contato com predadores, e a maioria das recompensas é, reconhecidamente, um tanto fútil — principalmente entretenimento, como rolar as redes sociais ou jogar jogos como Roblox. É verdade que muitas crianças aprendem por meio das telas e as usam para encontrar comunidade, bem como para se conectar com a família e amigos. Mas estudos recentes destacam os perigos — um relatório de 2026 da Norton, por exemplo, descobriu que mais da metade dos pais cujos filhos jogam jogos com chat ativo disseram que seu filho já se comunicou com um estranho, e 29% disseram que o estranho incentivou a criança a continuar a conversa em outra plataforma. 

Ser pai e mãe hoje em dia é difícil. A tecnologia evolui rapidamente, as crianças estão passando mais tempo online do que nunca, e muitos pais estão equilibrando empregos em tempo integral com inúmeras responsabilidades familiares. Ninguém consegue monitorar cada clique, toque ou conversa. É por isso que as regras de tecnologia da família são importantes. Elas fornecem expectativas claras que ajudam as crianças a fazer escolhas mais seguras, mesmo quando você não está olhando por cima dos ombros delas. Considere nossas regras básicas e pense em como elas podem funcionar para se adaptar às necessidades da sua família.   

Por fim, lembre-se de que regras rígidas, proibições e monitoramento não são fórmulas mágicas. As crianças são espertas e conhecidas por contornar controles parentais e soluções tecnológicas. É por isso que uma conversa aberta, contínua e sem julgamentos entre crianças e adultos é primordial.  

Essas regras não são sobre punição, mas sobre reduzir riscos desnecessários e, ao mesmo tempo, ajudar as crianças a construir hábitos saudáveis. Estudos mostram que as crianças online hoje têm uma probabilidade chocante de encontrar:  

  • Golpistas e estranhos que tentam ganhar sua confiança, incluindo golpistas de sextorsão

  • Cyberbullying ou interações online prejudiciais, que podem ser tão perigosas quanto a rede online violenta 764

  • Compartilhamento excessivo de informações pessoais que podem colocar sua privacidade ou segurança em risco. 

  • Conteúdo inadequado ou para adultos. 

  • Tempo excessivo de tela que pode interferir no sono, nos trabalhos escolares e no tempo com a família. 

Nenhum conjunto de regras pode eliminar todos os riscos. Mas limites ponderados, combinados com conversas contínuas, podem fazer uma enorme diferença. 

  1. Adie o smartphone até a idade adulta, ou perto disso 

Um smartphone dá às crianças acesso a toda a internet, redes sociais, mensagens privadas e inúmeros aplicativos. Recomendamos esperar pelo menos até os 16 a 18 anos antes de comprar um para o seu filho. E sim, como os tablets são basicamente smartphones maiores, recomendamos não deixar seu filho ter seu próprio tablet que esteja sempre disponível para ele. Se o seu filho precisa principalmente de uma maneira de entrar em contato com você, considere um telefone básico "burro" ou um smartwatch antes de um smartphone com todos os recursos.  

  1. Mantenha os dispositivos fora dos quartos à noite 

Crie uma estação de carregamento doméstica em uma área comum onde os telefones, tablets e laptops de todos permaneçam durante a noite. Isso também pode ser uma regra para os pais! Essa regra simples reduzirá a rolagem de tela tarde da noite, melhorará o sono e tornará menos provável que as crianças se sintam pressionadas a responder a mensagens após a hora de dormir. Manter os dispositivos fora dos quartos reduz a oportunidade de interações online arriscadas. Quando as crianças estão sozinhas tarde da noite, elas ficam mais vulneráveis à manipulação, incluindo golpes, conversas inadequadas e tentativas de sextorsão, que dependem do segredo. Carregar dispositivos fora do quarto cria uma pausa natural até a manhã e incentiva as crianças a procurarem um adulto de confiança se algo online as deixar desconfortáveis. 

  1. Tempo de dispositivo em espaços compartilhados 

Se os seus filhos tiverem dispositivos, estabeleça como regra que o uso de computadores, laptops, tablets e consoles de jogos deve ser feito em áreas comuns como a sala de estar ou a cozinha. Pense nisso como recriar um mundo anterior ao Wi-Fi, onde o computador da família não mudava de lugar e o console de videogame precisava ser conectado à TV. Implementar essa regra limita o tempo que as crianças passam nos dispositivos e adiciona um nível de supervisão dos pais. Estar por perto não significa vigiar o tempo todo por cima do ombro. Isso cria oportunidades de conversa e torna mais fácil notar se algo parecer estranho. 

  1. Sem downloads sem permissão 

Toda vez que seu filho quiser testar um jogo ou aplicativo novo fora dos requisitos escolares, ensine-o que ele precisa falar com você primeiro. Nesse momento, vocês podem pesquisar juntos, avaliar os riscos e, se quiser aprovar o download, entender quais configurações de privacidade devem ser definidas. Recomendamos pesquisar aplicativos e jogos no Common Sense Media e ESRB. O Know2Protect e o National Center for Missing & Exploited Children (NCMEC) são outros excelentes recursos.  

  1. Nunca compartilhe informações reais  

Ensine as crianças que informações pessoais, incluindo nome completo, escola, endereço, número de telefone, rotina diária e localização, nunca devem ser compartilhadas online. Analisem juntos as configurações de privacidade em jogos, aplicativos e contas de redes sociais para que elas entendam quem pode ver suas informações e por que essas configurações são importantes. Tenha em mente que, em geral, as crianças pequenas não estão preparadas em termos de desenvolvimento para proteger informações pessoais de forma consistente. É muito fácil mencionar acidentalmente um nome real, uma localização ou o mascote de uma escola. Por causa disso, recomendamos não deixar crianças pequenas usarem nenhuma plataforma ou jogo que envolva interação com outras pessoas online até que você sinta que elas estão prontas, o que pode significar a adolescência delas. E tudo bem com isso!  

  1. Fale sobre sinais de alerta e mantenha a conversa contínua 

Faça das conversas sobre golpes, cyberbullying, aliciamento online e solicitações inadequadas uma parte normal da vida familiar. Semanalmente ou quase isso, pergunte sobre o que acontece quando usam seus dispositivos, que conteúdo estão consumindo e como se sentem. O objetivo não é assustar as crianças. É garantir que elas saibam que podem recorrer a você se algo online parecer confuso ou desconfortável. 

  1. Sirva de modelo para os hábitos que você deseja ver 

As crianças notam o que os adultos fazem. Se os pais guardam os telefones durante as refeições, falam sobre seus hábitos online e se desconectam antes de dormir, as crianças têm mais probabilidade de adotar esses hábitos. 

  1. Fale com outros pais 

As regras de tecnologia da sua família não existem no vácuo. Quando seu filho passa tempo na casa de amigos, vale a pena ter uma conversa rápida com os outros pais sobre as expectativas tecnológicas na casa deles. Os dispositivos serão supervisionados? As crianças têm permissão para usar redes sociais ou jogos online? O tempo de tela é limitado? 

Essas conversas não precisam ser embaraçosas ou cheias de julgamento. Você está simplesmente cuidando do seu filho, assim como perguntaria sobre alergias alimentares ou se haverá um adulto em casa. Quanto mais as famílias se comunicarem sobre as expectativas tecnológicas, mais fácil será criar experiências online mais seguras para todos. Inicie uma conversa com outros pais da sua comunidade, e você pode incluir a escola do seu filho. Para obter mais dicas de segurança online, assine a newsletter gratuita da National Cybersecurity Alliance!  

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